quarta-feira, 24 de abril de 2019

Continente rico, com liderança fracassada


A doença africana tem sido  má gestão  da coisa pública e má liderança estrutural.
Os países africanos são potencialmente ricos  porque têm vários recursos, mas uma boa parte da população africana vive
em situação de extrema pobreza. Onde está a falha dos países africanos? 



Neste vídeo o intervistado faz uma breve comparação entre a Nigéria e o Dubai.
Segundo o intervistado, a falha está na falta de boa governação. O que impede o crescimento socioeconômico do Continente africano é a falta de  uma liderança estratégica e visionária, ele menciona como bom líder ou liderança certa.
A riqueza natural de uma Nação só  produz benefícios  para a população nativa e residente, se essa é  acompanhada de um plano de acção capaz de transformar o potencial em algo concreto, como é o caso do Dubai.
Somente uma justa liderança será capaz de tirar maior proveito dos recursos naturais existentes, garantindo que os primeiros beneficiários sejam os próprios africanos,  e  as pessoas que escolheram a África como terra para desenvolverem os próprios interesses profissionais e afectivos.
Enquanto existir uma África rica com liderança fracassada, somente uma pequena menoria africa usufruirá das imensas riquezas que o continente tem.  Fazendo assim crescer a  desigualdade social, a criminalidade, a emigração (despovoamento do Continente), e tantos outros problemas sociais.  Enquanto existirem vários chefes, e poucos líderes dentro do Continente, a África estará sempre em desvantagens em ralação aos outros continentes. 
Para que os países africanos estejam dentro de um mercado concorrencial em matéria de atração e captação de investimento externos, os governantes africanos devem melhorar as suas performances, as suas estratégias e melhorarem a canduta. 



quarta-feira, 13 de março de 2019

Mais uma zungueira morta

Luanda,  as nossas mães vendedoras ambulantes (Zungueiras)  estão novamente em lágrimas. Mataram mais uma Mulher angolana,..., uma mãe, irmã, tia, filha, colega de batalha e vizinha de alguém. É dor que toca todos porque conhecemos a nossa realidade e as batalhas diárias destas mulheres.
O bairro Rocha Pinto  registou no dia 12 de Março do corrente ano  mais uma irresponsabilidade da Polícia Nacional. A Polícia Nacional de Angola causa mais mortes do que os "bandidos" de Luanda, espero estar errada.
Não nos sentimos seguros com os vossos serviços. Melhorem-se,  vocês existem para servir: dando-nos seguranca, e infelizmente não é isso que temos visto. Se não amam a vossa profissão, abandonem a farda e as armas. Chega de tolerar essa vossa falta de humanidade. Estamos cansados de vermos nossos cidadãos mortos por aqueles que supostamente tinham de defender-nos. Isso que vocês chamam de "ordem pública", não passa de desordem pública. A população angolana é pobre, as famílias procuram arranjarem-se como podem: nossas mães vendedoras ambulantes fazem um esforço enorme trabalhando para garantir a dignidade das suas famílias, e vocês se dão o Direito de tirar vidas das pessoas que escolheram trabalhar correndo diariamente os riscos que todos nós conhecemos? Honestamente, temos pavor, não nos sentimos seguros com a vossa presença. Têm de passar a responder pelas mortes que causam. A ordem que desejam, começa por educarem os vossos funcionários.
Eu sou angolana(o), perdi a conta das inúmeras vezes que comprei alguma coisa nas mãos das zungueiras de Luanda. Essa morte também é minha, essa culpa também é nossa. Zungar não foi uma opção, ela não teve escolhas, o país não ofereceu alternativas. Elas merecem respeito e segurança, já que o Estado não garante o sustento mínimo para que elas e as suas famílias possam viver com dignidade.
Que a justiça seja feita!

sexta-feira, 8 de março de 2019

Política: a sororidade é a lei do feminismo

Feminismo é política.  Sororidade é  união, parceria, empatia,  entre as mulheres.  Empatia não é sobre algo que acontece apenas com uma mulher do nosso ciclo de amizades, não é lutar apenas para os direitos das mulheres que têm a mesma linha de pensamento que a nossa, é apoiar todas, independentemente do grau de aproximação. Sororidade é zelar, incentivar, e lutar para que todas sejam respeitadas.
Num mundo em que as mulheres são educadas a competirem entre elas, precisamos renovar a necessidade de promover união entre nós mulheres. Se mexer uma, mexe todas. Por isso a luta é de todas, e em nome de todas. 

Sororidade:mexeu com uma, mexeu com todas!
Angola (Luanda)

Feminismo além de ser política que promove e desenvolve a igualdade de gênero, tem sido essencial para desconstruir a rivalidade entre as mulheres. Os movimentos feministas com as suas acções têm obtido resultados de pequenas e grandes dimensões que mudam as vidas e a posição das mulheres na sociedade. Sororidade é a lei do feminismo. 


Josefa Trindade
Angola (Luanda)

Desde que as mulheres tiveram consciência da necessidade de lutarem juntas para alcançarem objectivos comuns,  a vida  melhorou consideravelmente, mas a luta ainda é grande, todos os dias no Mundo registram-se vários casos de injustiça contra as mulheres, neste momento em que lemos esse texto, uma mulher está perdendo a vida ou sendo ofendida pelo simples facto de ser mulher.  Aqui estão alguns exemplos  de sororidade para inspirar todas as mulheres do Mundo. 


Angola (Luanda) 
MatabichoEconomoPolitico abraça todas as mulheres que têm dedicado as suas vidas para a emancipação política, econômica e social das mulheres. De lembrar que hoje não é um dia de festa, mas sim de reflexão... Aproveito o dia para tirar 10 minutos de SILÊNCIO em memória das vítimas que sofreram  e sofrem violências, desde as psicológicas até as físicas.

Pode interessar:
  1. Alemanha: Cimeira W20
  2. Sociedade moderna e os conceitos errados "Quando és pobre, mas ela acredita nos teus sonhos"
  3. Angola: as mulheres merecem aborto seguro e legalizado 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Angola, Savimbi morre aos 22 de Fevereiro de 2002?

Matabicho é  Político
  • Menú: Política; Angola;  Jonas Savimbi e UNITA
  • Convidado: Hitler Jessy Tshikonde, activista angolano, já foi detido  com os seus companheiros por supostamente terem ideias diferentes do antigo regime (preso político).  



MatabichoEconomoPolitico
Hitler Samussuku em fase de julgamento, no caso mediático (15+2)



Obrigada por ter aceitado o convite. Como gostarias de ser chamado?
Hitler Samussuku

Quem é o Hitler ? 
Sou rapper, activista e estudante.

De onde surgiu a inciativa de ser socialmente e politicamente activo? 
Vêm do movimento hip hop 

Depois da reclusão injusta a que foste submetido com os teus companheiros as tuas convicções sofreram alterações? 
Antes pelo contrario, fortificaram... Risos...

Recentemente formou-se em Ciências Políticas com êxitos que orgulham muitos dos teus seguidores. Como é viver como um modelo a seguir?  Reconheces que és um líder? 
É muito difícil ser modelo social porque as pessoas buscam perfeição em tí, quando erras ou se enganas és fortemente criticado, portanto é um exercício difícil ser modelo a seguir. Quanto a questão de ser um líder é normal que algumas pessoas pelos nossos feitos seguem os nossos passos e desejam ser como nós.


MatabichoEconomoPolitico
Jonas Malheiro Savimbi, líder africano e
 Primeiro Presidente da UNITA

Gostaria que dessemos um passo para atrás na então recente História Angolana. No dia 22 de Fevereiro de 2002 o governo angolano e os médias declararam  publicamente a morte de Jonas M. Savimbi, líder político e Presidente da UNITA. O que tem a nos dizer sobre essa data enquanto politólogo? 
A morte de Jonas Savimbi veio destapar o regime ditatorial que impera em Angola desde 1975. Neste caso, a morte de Savimbi foi um mal necessário para se conhecer a natureza do MPLA. Hoje,  as pessoas estão a desconstruir  aquele idea  de "monstro" que sempre foi Savimbi (como o MPLA nos mostrou durante anos de guerra), e estão a colocar-lhe numa posição de verdadeiro heroi por ter lutado anfincadamente em prol do povo angolano.

Nos corredores de debates políticos,  alguns estudiosos da comunidade angolana e  internacional alegam que Savimbi não foi morto da forma como os angolanos foram informados, e recentemente publicaste algo que confirma essa tese. Podes explicar melhor  essa hipótese? 
A forma como Savimbi morreu continua a ser um misterio porque quase ou nada  se escreve sobre isso. Jaime Nogueira Pinto, escritor português na sua obra Jogos Africanos apresenta alguns detalhes muito interessantes que dão conta que Savimbi suicidou-se,..., e a sequência de tiro foi depois de morto para justificar o combate entre as forças armadas e os militares da UNITA.

Como assim, podes partilhar mais detalhes desta tese exposta no livro Jogos Africanos? 
Assim como Agostinho Neto não morreu aos 10 de Setembro de 1979, Jonas Savimbi também não morreu aos 22 de Fevereiro de 2002, aliás,  num país onde sempre nos mentiram não seria a primeira vez que poderiam nos contar a verdade. Quando Jonas Savimbi se deu tiro do pescoço os soldados das forças armadas estavam no outro lado do Rio Lungue Bungo a procurar formas para chegar na Ilha e lá um segurança ao ver a tropa disse: -Mais velho , olha o Guildo com os das FAA'S !Savimbi levantou e foi por trás da casebre improvisada onde suicidou-se. Igualmente,  não é verdade que Jonas Savimbi morreu no Lucusse, na verdade o governo de Luanda reconhecendo que Lungue Bungo era uma zona de difícil acesso, assim sendo, a única hipótese válida é que transportaram o corpo de helicóptero para o Lucusse. Essas idéias aparecem superficialmente na obra de Jaime Nogueira Pinto  Jogos Africanos.

Actualmente, como vê a situação sociopolítica de Angola? Houve melhorias concrentas em Angola depois da morte do  Jonas Savimbi? 
Houve melhoria em alguns sectores , só que o crescimento económico do país , cresceu com a assimetria social, ou seja, o nível de pobreza agravou-se consideravelmente. Este factor mobilizou a participação política activa dos cidadãos e colocou em causa a legitimidade de José Eduardo dos Santos e do seu Partido. Com a subida de João Lourenço no poder, tenta-se criar uma transição pela transação que visa conservar o poder político e sacrificar algumas figuras de prol ao partido-Estado que prevaricaram ao longo dos poucos últimos anos de governação. O MPLA hoje é uma estrutura apodrecida condenada a auto-distruição.

Suponhamos que Savimbi não tivesse morrido naquele 2002, acredita que ele estava em condições de governar o seu Partido e  Angola?
Infelizmente não sou adivinhador....Risos. 

Em que posição colocarias o Savimbi na História de Angola e da África?
Savimbi para mim é a melhor referência histórica de Angola por ter criado um movimento pela descolonização de Angola;  por ter participado dos acordos de Mombaça, Alvor, Nakuro, Gbadolite, Bicesse e Lusaka; por ser ainda um líder carismático que colocava o angolano no centro das suas decisões políticas; por ser verdadeiramente patriota e comprometido com a Nação, e não com a acumulação primitiva de capital; por ser alguém que morreu para o beneficio do povo angolano. Savimbi será referência para as próximas gerações,  e a sua luta estendeu-se para os outros países de África,  por isso foi considerado Key to África;  por ser a figura mais importante na destruição da União Soviética através da Doutrina Reagan.

Hitler,  o  MPLA está condenado a outo-distruição como afirmou alguns minutos atrás,  na tua opinião, que remédios são  necessários para reestruturar os partidos históricos de Angola,  uma vez que quase todos enfrentam uma  crise partidaria?
É melhor que desaparecem todos mesmo porque é por causa deles que o país está mais mal do que propriamente bem. Precisamos criar organizações políticas para os desafios do século XXI . Esses partidos enquadram-se no século passado.




Páginas sugeridas:
  1.   Hitler Samussuku 
  2. Activistas presos (15 +2, actualmente conhecida como 15+Nós)
  3. MatabichoEconomoPolitico

Leitura sugerida:
  1. Título: Jogos Africanos
  2. Autor: Jaime Nogueira Pinto

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

HÁ POSSIBILIDADE DE IMPEACHMENT A JOÃO LOURENÇO E HIGINO CARNEIRO SAIR DE ARGUIDO A VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA?





MatabichoEconomoPolitico
Carlos Alberto (Jornalista angolano) 



Por: Carlos Alberto ( Jornalista angolano)

Os últimos "acontecimentos prisionais" (de marimbondos) têm aproximado, cada vez mais, o presidente da República João Lourenço a uma situação de impeachment (impedimento de exercer o cargo de presidente da República), que resultaria de uma destituição a partir da Assembleia Nacional. Muito se fala, em bocas pequenas, da possibilidade de "arguidos do MPLA" (marimbondos) poderem trazer a público provas de fraude eleitoral arquitectadas nas nossas eleições gerais de Agosto de 2017, com o "agreement" (cumplicidade) do cabeça-de-lista da lista do MPLA, que se terá tornado, pela via da fraude, presidente da República. Ao acontecer, teríamos os seguintes cenários: 1. Com provas (públicas) que apontassem que houve fraude eleitoral e que João Lourenço sabia da sua existência e até terá participado nela para que o desfecho das eleições o colocassem, de forma ilegal, no cadeirão máximo do país, a Procuradoria-Geral da República (PGR) seria obrigada a abrir imediatamente um processo de investigação para confirmar a autenticidade das provas exibidas e responsabilizar criminalmente o "falso presidente". Aqui levanta-se a questão se o Procurador-Geral da República, que foi nomeado pelo presidente da República (alvo do impeachment), teria coragem de fazer justiça, chegando mesmo ao ponto de ir contra quem o nomeou. Por isso é que se questiona também se temos de facto separação de poderes ou se é tudo conversa para boi dormir. Aliás, já houve provas públicas de fraude eleitoral aquando da expulsão de Angola de congoleses que exibiram cartões de eleitor, cartões de militante do MPLA e Bilhetes de Identidade, como "resultado" da "Operação Transparência" . A PGR preferiu fechar os olhos e a justificação é clara. 2. Supondo que estamos num cenário de separação de poderes - como o próprio presidente da República vem dizendo -, a PGR faria o seu trabalho e levaria uma acusação de responsabilidade criminal de traição à pátria ao presidente da República, como reza o artigo 127.° da Constituição da República de Angola (CRA). Alguns juristas poderão dizer que fraude eleitoral não é traição à pátria. Do meu ponto de vista, é. A partir do momento que se prova dolo na vontade de representação do soberano, estamos perante uma soberania violada, logo é traição à soberania, é traição à pátria. Avancemos, voltando ao "país normal". 3. A PGR prova que houve traição à pátria no número 1 do artigo 127.° da CRA e por isso submete o impeachment (a destituição do presidente da República) à Assembleia Nacional (AN). 4. A AN teria de votar favoravelmente no impeachment (no país normal) para se fazer justiça, conforme recomendação do Ministério Público que mostrou provas de crime de traição à pátria. Na votação, na AN, para que João Lourenço fosse destituído do cargo de presidente da República, teria de haver uma vontade para esse efeito de uma maioria, pelo menos de 2/3 dos deputados, a maioria qualificada, de acordo com a Constituição, que corresponde a 147 deputados dos 220 existentes. A oposição possui 70 deputados. Supondo que estivéssemos perante uma "oposição normal", teríamos garantidamente 70 votos favoráveis no impeachment. Precisar-se-ia de voto favorável de mais 77 deputados do MPLA para que João Lourenço fosse destituído. Supondo que estivéssemos perante "deputados normais" (que colocam a justiça acima dos seus interesses pessoais), agravado do facto de muitos deles não pretenderem ser os próximos a serem retirados de um avião se pretenderem viajar, uma vez que se aventa a possibilidade de todos os deputados do MPLA que já exerceram cargos públicos terem a sua vez garantida para a sua responsabilização criminal, teríamos garantidamente mais 77 deputados a votar a favor do impeachment, uma vez que o crime de traição à pátria dá direito à destituição do presidente da República, como reza a alínea a) do número 1, do artigo 129.°. 5. Com o impeachment consumado na AN, o assunto seria remetido ao Tribunal Supremo, órgão responsável pela decisão da destituição do presidente da República, como reza o número 3 do artigo 129.° da CRA. E quem é o Juiz-Presidente do Tribunal Supremo? Rui Ferreira. Justamente o  Juiz-Presidente do Tribunal Constitucional, que validou as "eleições fraudulentas", tendo reprovado, inclusive, as propostas de impugnação das eleições de 2017 por parte da UNITA, CASA-CE e PRS. Após todo o processo de impeachment, do país normal, teríamos aqui um grande obstáculo para se fazer justiça. É só recordar que Rui Ferreira é Juiz-Presidente do Tribunal Supremo sem ser juiz de carreira. Temos um advogado de carreira como Juiz-Presidente de um tribunal que pode decidir um impeachment por crime de traição à pátria. Lembro ainda que Rui Ferreira não foi o escolhido dos juízes de carreia. Os juízes propuseram o nome do juiz Miguel Correia. Foi exactamente o presidente da República João Lourenço (que está aqui a ser alvo de impeachment) que o escolhe, ignorando a proposta inicial dos juizes de carreira. Ou seja, preteriu-se um juiz de carreira para se dar lugar a um advogado para Juiz-Presidente do Tribunal Supremo, a mesma pessoa que, por sinal, validou as eleições (aqui no nosso cenário "fraudulentas"). A escolha de João Lourenço não terá sido por acaso, já que Rui Ferreira seria obrigado a ser coerente com o seu passado, para além do compromisso moral que tem para com o actual presidente da República, uma vez que está a exercer um cargo de forma indevida. Mas supondo que Rui Ferreira fosse finalmente um "homem normal" (patriota), podíamos ter o impeachment consumado pelo Tribunal Supremo, embora não se deva ignorar o voto dos outros juízes do TS. O Tribunal Supremo tem 21 juízes que até podiam ser "normais". O problema é que o Juiz-Presidente tem voto de qualidade no caso de empate. Sendo Rui Ferreira patriota, teríamos um voto de qualidade a favor da justiça: destituição do presidente da República, pelos motivos acima descritos. 6. Tendo o impeachment sido consumado, qual seria o day after? Teríamos uma situação de vacatura do presidente da República eleito, o que permitiria que o vice-presidente da República, Bornito de Sousa, assumisse o cargo de presidente da República, com a plenitude dos poderes, como reza o número 1 do artigo 132.° da CRA. 7. Nesse cenário, o novo presidente da República podia ir à Assembleia Nacional escolher o seu vice-presidente no Grupo Parlamentar do partido que "venceu" as eleições, podendo escolher Higino Carneiro, por exemplo, para o cargo de vice-presidente da República até 2022, altura em que se realizasse novas eleições. Faço este artigo para que os cidadãos possam ter noção dos perigos - para o próprio MPLA (ou João Lourenço) - de termos construído um prédio de luxo em cima de mentiras. E fica aqui provado que nós estamos longe de sermos um "país normal". Este país projectado neste artigo simplesmente não existe. Um impeachment, no caso de se pretender fazer justiça, só seria possível se todos nós fóssemos patriotas. Ou seja, se todos colocassem a nação acima dos seus interesses pessoais. Mesmo João Lourenço não dá aqui sinais de patriotismo pela escolha que teve para o Tribunal Supremo, um órgão que pode decidir um eventual impeachment por traição à pátria. Este cenário só seria possível se fóssemos normais; se fóssemos patriotas. Não é o caso.

sábado, 8 de dezembro de 2018

Africa e immigrazione

Se gli africani lasciano le loro terre in cerca di un futuro così incerto, la colpa  è anche nostra


Siamo abituati a sentire i nostri politici a delegare la colpa delle nostre disgrazie agli ex coloni, e alle potenze mondiali in generale. Difficilmente sentiamo nei discorsi dei nostri governi ad ammettere i loro fallimenti come leader, già che non riescono a trovare soluzioni per migliorare la qualità di vita dei paesi che essi sono alla guida. Ma certamente tutti gli africani sanno che questi stessi politici africani, ogni anno creano delle intese politiche e economiche con chi ci depreda da secoli. Quindi, quando penso a tutti morti dell'immigrazione clandestina in Italia e in Europa mi fa pensare che sia  più colpa nostra che degli altri. 
Il vittimismo non serve, e non convince più nessun popolo.  Vogliamo politici responsabili, che si interessano e si compromettono nella ricerca di soluzioni, che parte innanzitutto da una giusta informazione per prevenire tutte queste morti lungo il percorso del viaggio, e prevenire il disagi sociali che affrontano una volta arrivati in questi paesi europei. 


MatabichoEconomoPolitico
Josefa Trindade 

Dobbiamo  creare opportunità per gli africani proprio lì, nel nostro continente. Possiamo migliorare il nostro tenore di vita, crea benessere per la popolazione residente per abbassare l'immigrazione clandestina. Solo allora saremo veramente certi che la nostra immigrazione sarà il frutto di una scelta, non di una necessità. Gli africani non dovrebbero lasciare il ricco continente a causa della miseria o della guerra. Dobbiamo ammettere che questi  morti nelle navi sono colpa nostra, e se ci sono africani che vivono all'aperto in Europa è colpa nostra, se gli africani lasciano le loro terre in cerca di un futuro così incerto, è colpa nostra. Quindi, dobbiamo rivedere una serie di comportamenti nostri che passano dalla politica all'economia.

In questa fase di profonda umiliazione  e disaggio sociale per tanti emigranti, le istituzioni africane  dovrebbero fare un bagno di umiltà e riconoscere i loro errori, riparare e non ripetere poiché non vogliamo altre vittime ma per fare ciò  le Istituizione devono assumere le loro responsabilità  e cooperare fra loro. In questa direzione i politici sono i primi responsabili dal momento che ricoprire una carica politica significa essere alle dipendenze della ‘cosa pubblica’ e servirla con la massima serietà ed onestà, non certo un mezzo per soddisfare solo i propri interessi personali. Tuttavia, in molti paesi africani la classe politica coincide con la cosiddetta business class, i conflitti di interesse scaturiti da questo sistema amministrativo corrotto non fanno che aumentare la povertà e rendere quei pochi ‘ricchi’ ancora più ricchi.

MatabichoEconomoPolitico
Un africano chiedendo che aprono le frontiere 

Il continente ha bisogno di politici onesti e responsabili che siano pronti a soddisfare i bisogni del continente. Esistono risorse, la manodopera e il capitale umano, abbiamo bisogno solo di governi responsabili e dinamici per mettere insieme tutto. Abbiamo anche bisogno di entità morali (regolatrici), in grado di chiamare la ragione dei governanti che non eseguono con zelo le loro conferite dal popolo. Credo nel potenziale dell'Africa e degli africani, credo che sia possibile sviluppare il nostro continente: i popoli africani possano beneficiare delle loro risorse naturali,  ci sono condizioni per creare migliori condizioni di vita e opportunità per tutti nelle nostre terre, senza necessariamente ricorrere  all'immigrazione illegale perché la miseria e l'instabilità politiche ci costringono a cercare la speranza in altri continenti. Abbiamo urgentemente bisogno di politici visionari e devoti, di governi responsabili, che portano al paesi una trasformazione positiva; non abbiamo bisogno di politici opportunisti che svendono le nostre terre, esplorano per uso personale i nostri patrimoni,  e ci riempiono di debiti pubblici.


Leggi anche:
 Migrazione e Economia in Europa 
 Elezioni italiane 

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Presentazione del libro di Ngouedi Marocko


"Terres et eaux troubles le Golfe entre peurs et terreurs"


Ngouedi Marocko
Ngouedi Marocko


Buongiorno cari amanti di Politica ed Economia. Vi segnalo un evento di nostro interesse, che si terra a Roma nei prossimi giorni. Si tratta della presentazione di un libro "Terres et eaux troubles le Golfe entre peurs et terreurs", che tocca argomenti caldi della politica africana. L'autore del libro è un giovane politologo e ricercatore africano, di nome Ngouedi Marocko, nato in Gabon, nel 1987. Attualmene fa il  dottorato di ricerca in Diritto Pubblico Comparato e Internazionale all'Università degli Studi di Roma "La  Sapienza". Ha una laurea specialista in Relazione Internazionale,  nel indirizzo di Pace Guerre e Sicurezza, conseguita all'Università degli Studi di "Roma 3". Si  è  laureato in Scienze Politiche  alla Federico II di Napoli. Oltre allo studio, scrive alcuni articoli  nella rivista giuridica Nomos, le attualità nel Diritto. 


Ngouedi  Marocko
Ngouedi Marocko,

Terres et eaux troubles le Golfe entre peurs et terreurs 

Il  12 ottobre, Ngouedi  presenterà il suo secondo libro  intitolato  "Terres et eaux troubles le Golfe entre peurs et terreurs", alle ore 16, nella facoltà di Scienze Politiche dell'Università di Roma,   La Sapienza, nell'aula 11.
Edilivre
Ngouedi Marocko,
Terres et eaux troubles le Golfe entre peurs et terreurs 
Il libro è  un'analisi  sullo Stato in Africa,  e le sfide dell'attualità:  terrorismo, secessionismi e  questioni come   l'enclave di  Cabinda in Angola. Tocca  anche argomenti come l'immigrazione e le nuove forme di criminalità organizzata.

L'autore si  chiede se è giusto  parlare di  speranza in Africa? Considerando che che ogni giorno ci sono giovane ragazze sequestrate, vendute e ridotte in schiavitù; regioni intere inquinate, e tante generazioni costrette ad emigrare alla ricerca di un futuro migliore. "Sono tanti africani che vivono fuori dal continente, e nel frattempo, si sviluppa una nuova colonizzazione nel continente" dice l'autore. 
 Nel suo libro  pone tante domande,come ad esempio, è possibile uscire dell'Africa dei dati economici e decolonizzare le mentalità africana? Quale futuro aspettarsi con le crisi dell'Ambazonia, del Congo Centrale e Boko Haram in Nigeria? Un libro rico di argomenti, che permette approfondire quelle notozie che i giornali parlano velocemente senza soffermarsi.  Per ora il libro è  scritto in francese, ma verrà  tradotto in italiano  e nelle altre lingue straniere.  Qui sotto ho lasciato il link per acquistare  online.  MatabichoEconomoPolitico  e Ngouedi Marocko vi attendono li, al più presto.

Indirizzo del evento:
Facolta di Scienze Politiche, Sociologia e Comunicazione

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Angola: o escândalo do Fundo Soberano tem novos detalhes no Tribunal

JES informou João Lourenço sobre a operação USD 500 milhões na passagem de pastas O antigo Presidente da república, José Eduardo dos Santo...